No Dia Internacional da Mulher, eu gostaria de homenagear Emma Watson

Hoje, dia 08 de março, se comemora o Dia Internacional da Mulher – data que marca a luta pelo empoderamento feminino. Para mostrar a importância e força que as mulheres tem tido cada vez mais na socieconomia, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou em recente pesquisa que 37,5 das famílias brasileiras são sustentadas por mulheres, uma grande vitória que mostra o quanto o antigo “sexo frágil” se fortaleceu e empoderou-se.

Com milhões de figuras femininas que fizeram e ainda fazem a diferença na história das mulheres mundo à fora, eu fui bem peculiar em escolher e querer falar sobre uma: Emma Watson. E gostaria de explicar o porque.

Para quem está vivendo em uma bolha nos últimos 15 anos e não a conhece, vou dar um breve resumo: Emma Charlotte Duerre Watson é uma atriz, modelo e ativista britânica nascida na França. Dentre todas suas conquistas, a atriz ficou famosa mundialmente aos 9 anos de idade por interpretar a bruxa Hermione Granger nos filmes da série Harry Potter, adaptados da série de livros homônima da escritora J. K. Rowling para os cinemas.

A carreira de Emma começou em 1999 quando foi escalada para interpretar Hermione em “Harry Potter e a Pedra Filosofal“, o primeiro de 8 filmes da saga. A atriz também dublou uma animação (“O Corajoso Ratinho Despereaux“), atuou ao lado de Michelle Williams em “Sete Dias com Marilyn“, protagonizou “As Vantagens de Ser Invisível“, “Bling Ring“, “Regressão” e “Amor e Revolução“, além de fazer uma participação na comédia de James Franco, “É o Fim“, e co-estrelar o longa “Noé“. Como se não bastasse, Emma está para chegar às telas do cinema do mundo todo como a princesa Bela na versão live-action de “A Bela e a Fera“, distribuído pela Disney, e como Mae Holland no thrillerThe Circle“. Com tanto trabalho de sucesso, a atriz construiu um patrimônio estimado em 60 milhões de euros.

Além de ser uma incrível atriz, Emma conseguiu conciliar estudos e filmagens e se formou na Universidade de Brown em maio de 2014 recebendo seu diploma bacharel em literatura inglesa – mostrando que mesmo tendo uma vida hollywoodiana, não abandonaria os estudos. Além da formação acadêmica, procurando uma oportunidade de ter identidade fora de Harry Potter, Emma fez sua estreia de modelo como o rosto da campanha de outono/inverno em 2009 da grife britânica Burberry, fazendo as vendas da marca subirem mais do que 24%. A atriz também foi o rosto e estilista de coleções ecológicas da People Tree, uma marca de moda de comércio justo, com a finalidade de angariar fundos para a People Tree Foundation. Emma recebeu em 2011, das mãos da estilista Vivienne Westwood, o prêmio de Ícone da Moda da revista Elle.

A atriz vem mostrando que é possível criar uma moda sustentável e eco-friendly. De uns anos para cá, todas as peças usadas por Emma, principalmente nos tapetes vermelhos, são desenvolvidas com materiais reciclados, sobras de tecidos reaproveitadas ou adquiridas pelo sistema de comércio justo e são confeccionadas localmente. Até com maquiagens, Emma tem optado por marcas que sejam cruelty free e produtos de beleza com ingredientes naturais. Como forma de abraçar sua beleza e influenciar as mulheres a fazerem o mesmo, em todas as entrevistas de divulgação de “A Bela e a Fera“, ela fez questão de não tampar suas sardas com maquiagem.

Antes de celebridade, uma mulher. Emma Watson e o feminismo

Chegamos no ponto que eu queria. Com apenas 26 anos de idade, Emma Watson foi nomeada Embaixadora da Boa Vontade das Nações Unidas por seu engajamento em causas sociais e feministas. Sua primeira participação na ONU foi na criação da campanha HeForShe, um movimento de solidariedade pela igualdade de gênero que acredita que essa causa não é um problema apenas das mulheres e apela aos homens para ajudarem a defender essa crença. Em setembro de 2014, Emma fez um discurso histórico no lançamento da campanha que teve repercussão global:

“Homens, eu gostaria de usar essa oportunidade para apresentar um convite formal. Igualdade de gêneros é seu problema também. Até hoje eu vejo o papel do meu pai como pai ser menos válido na sociedade. Eu vi jovens homens sofrendo de doenças, incapazes de pedirem ajuda por medo de que isso os torne menos homens – de fato, no Reino Unido, suicídio é a maior causa de morte entre homens de 20-49 anos, superando acidentes de carro, câncer e doenças de coração. Eu vi homens frágeis e inseguros sobre o que constitui o sucesso masculino. Homens também não tem o benefício da igualdade. Nós não queremos falar sobre homens sendo aprisionados pelos esteriótipos de gênero mas eles estão. Quando eles estiverem livres, as coisas vão mudar para as mulheres como consequência natural. Se homens não tem que ser agressivos, mulheres não serão obrigadas a serem submissas. Se homens não tem a necessidade de controlar, mulheres não precisarão ser controladas. Tanto homens quando mulheres deveriam ser livres para serem sensíveis. Tanto homens e mulheres deveriam ser livres para serem fortes.”

Emma ocupou o 1º lugar na lista das “99 Mulheres Mais Marcantes de 2015” da AskMen, teve sua primeira aparição em 26º lugar na lista da TIME das “100 Pessoas Mais Influentes do Mundo” e, no mesmo ano, entrevistou a vencedora de um Nobel da Paz, Malala Yousafzai, que decidiu se chamar de feminista depois de ouvir o discurso da atriz:

“A palavra feminista é um pouco difícil. Quando a ouvi pela primeira vez, escutei conotações negativas e poucas positivas. Tive dúvidas em me definir ou não como feminista. Mas depois escutei seu discurso e percebi que não há mal nenhum em me definir como feminista. De modo que sim, sou feminista e todas deveríamos ser porque a palavra feminismo não é outra coisa a não ser igualdade”, disse Yousafzai.

Em janeiro de 2016, Emma fundou um clube de livros feministas chamado Goodreads: Our Shared Shelf, com o objetivo de compartilhar ideias feministas e incentivar a discussão sobre o tema. Um livro é selecionado por mês e é discutido na última semana daquele mês. Já no ano de 2017, há poucos dias, Emma foi criticada após ser fotografada pela Vanity Fair com seus seios parcialmente visíveis, sendo acusada por alguns na mídia de hipócrita. “Feminismo é sobre dar escolhas às mulheres. Feminismo não é um bastão para bater em outras mulheres com ele. É sobre liberdade. Sobre libertação. Sobre igualdade.

“Me chame de ‘diva’, ‘feminina’, ‘difícil’, ‘feminista do Primeiro Mundo’, me chame do que quiser. Isso não vai me impedir de tentar fazer a coisa certa e de ter a certeza de que a coisa certa acontece. Porque isso não afeta apenas a mim, afeta a todas as outras mulheres que estão nisso comigo, e afeta todos os outros homens que estão nisso comigo, também.”

Emma Watson tenta provar, todos os dias, que o feminismo não é passageiro e nem hedonista. É uma causa para ser defendida por todos.

Bibliografia:
Taddlr [http://taddlr.com/celebrity/emma-watson/]
Wikipedia [https://en.wikipedia.org/wiki/Emma_Watson]
Metalurgicos [http://metalurgicos.org.br/noticias/historia-da-mulher-e-de-luta-e-vitorias/]
Tudo & Todas [http://tudoetodas.com.br/post/10-melhores-frases-de-emma-watson-sobre-feminismo]

Iury Parise

Um garoto do interior morando em São Paulo. Apenas mais uma pessoa tentando se destacar no mundo! :) Me acompanha?

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