Crítica: “Thor: Ragnarok”

THOR: RAGNAROK
★★★★☆

ELENCO: Chris Hemsworth, Tom Hiddleston, Cate Blanchett, Idris Elba, Mark Ruffalo, Jeff Goldblum, Tessa Thompson, Karl Urban, Anthony Hopkins & Benedict Cumberbatch
DIREÇÃO: Taika Waititi
GÊNERO: Ação
DURAÇÃO: 2h 10m
DISTRIBUIDORA: Walt Disney Studios

Thor está preso do outro lado do universo. Ele precisa correr contra o tempo para voltar a Asgard e parar Ragnarok, a destruição de seu mundo, que está nas mãos da poderosa e implacável vilã Hela.

Lembro-me de estar saindo da sala após a sessão para imprensa de “Thor: Ragnarok” e, contra minha vontade, ouvir uma série de comentários negativos vindos de ícones da crítica do cinema – creio eu – sobre a performance de Chris Hemsworth e do tom cômico adotado pelo filme. Parte dos comentários que pude ouvir era sobre a escalação do ator para a franquia, já que o mesmo era “apenas um comediante, que nunca antes havia sido escolhido para um papel principal”.

Eu fiquei pensando muito antes de escrever sobre isso. Será que as pessoas estão chatas demais ou eu que sou facilmente agradado, principalmente quando se trata de obras de super-heróis?

Thor: Ragnarok” é dirigido pelo neozelandês Taika Waititi, conhecido por seus curtas (“Two Cars, One Night“ indicado ao Oscar em 2004) e longas (“What We Do In The Shadows“ e “Hunt For The Wilderpeople“, sucessos de bilheteria na Nova Zelândia) de comédia. Já podemos parar para analisar duas coisas até aqui: após atuar em “Vacation” e “Ghostbusters”, Hemsworth abraçou seu comediante interno e começou a transmitir este lado mais cômico nos filmes do Deus do Trovão, claro que com permissão da Marvel,  que também foi responsável pela contratação de Waititi – repito, fortemente conhecido por fazer comedia. Pra quem não sacou, o ponto onde eu quero chegar é: não teríamos um filme tão cômico de Thor se a Marvel não tivesse permitido. Talvez, assim como fez em “Homem Aranha: De Volta ao Lar”, este tenha sido o intuito do estúdio, trazer um lado mais divertido e leve para os filmes antes de apresentar “Vingadores: Guerra Infinita” – que pelo teaser vazado na Internet, mostra que o tom do longa-metragem não será nada leve.

Imagem: Reprodução

Ainda falando sobre Waititi, o diretor também atua no filme. Além de fazer o motion capture para Surtur e para o Hulk, quando Mark Ruffalo não pôde estar nas gravações, ele interpreta Korg, um gigante de pedra da raça Kronan, que divide cenas hilárias com Thor.

Sakaar é o cenário de grande parte do filme e é lá que Thor conhece Brunnhilde (Tessa Thompson). A atriz da vida a uma versão bem fiel da Valquíria de Asgard dos quadrinhos, que agora vive como uma caçadora de guerreiros que, mais tarde, se torna uma forte aliada à equipe que o Deus do Trovão está reunindo para destruir Hela.

É em Sakaar que também conhecemos o ser místico e poderoso, Grão-Mestre, interpretado com maestria por Jeff Goldblum – responsável pelas cenas mais engraçadas do filme, parecendo até uma daquelas paródias hollywoodianas lowcost de tão inacreditáveis. Grão-Mestre é o governante de Sakaar, planeta onde ele força cativos a lutarem em arenas como gladiadores para sua própria diversão e entretenimento de seu povo.

2 anos se passaram após o desastre de Sokovia de “Vingadores: Era de Ultron” e desde então o Hulk (Mark Ruffalo) não voltou a forma humana, levando ele a esquecer quem era Thor e proporcionando uma das cenas mais esperadas do filme: o confronto do Odinson e o Gigante Esmeralda. A química entre Ruffalo e Hemsworth sempre funcionou muito bem e em “Ragnarok” podemos ver os heróis compartilhando mais tempo juntos em tela. Ah, e o Hulk aprendeu a falar!

Imagem: Reprodução

O grande destaque do filme com certeza é o excelente papel que Cate Blanchet faz como Hela. A vilã é liberada de uma espécie de prisão após a morte de Odin (Anthony Hopkins) – que foi encontrado por Thor e Loki (Tom Hiddleston) com a ajuda do Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch) – que inclusive faz a mais insignificante das participações e a única explicação plausível é que a Marvel aproveitou o sucesso do personagem para chamar atenção dos fãs.

Após descobrir os lanços sanguíneos com Hela, Thor tem seu Mjolnir destruído sem esforço algum pela Governante de Hel em uma cena um pouco diferente do que vimos no trailer do filme. Após o curto confronto com a irmã, Thor e Loki tentam voltar para Asgard mas são atacados na passagem para Bitfrost e são enviados para Sakaar – onde acontece todo o segundo ato do filme.

Para o terceiro ato de “Ragnarok”, temos o confronto final entre a Deusa da Morte e seu exército morto-vivo de Draugr e Thor – que libera todo o seu poder de Deus do Trovão, tudo ao som de “Immigrant Song”, do Led Zeppelin. Com a ajuda de Loki, Heimdall (Idris Elba), Hulk e Brunnhilde, os “Revengers” precisam salvar o povo de Asgard do Ragnarok e destruir Hela.

O terceiro filme da franquia tem uma abordagem cheia de referências aos anos 80, com conceitos e cores de videogames e desenhos antigos e transita bem entre cenas de comédia e ação. Talvez um pouco mais de comédia do que ação. O filme não traz muitas (ou significantes) referências ao próximo dos Vingadores, mas ainda assim – como eu disse no começo desse texto -, eu não vi motivo pra tanto mimimi.

Thor: Ragnarok” chega aos cinemas de todo o Brasil no dia 26 de outubro de 2017.

Iury Parise

Um garoto do interior morando em São Paulo. Apenas mais uma pessoa tentando se destacar no mundo! :) Me acompanha?

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