Crítica: “Em Ritmo De Fuga”

EM RITMO DE FUGA
★★★★★

ELENCO: Ansel Elgort, Lily James, Kevin Spacey, Jamie Foxx, Jon Hamm, Eiza González, Sky Ferreira e Jon Bernthal
DIREÇÃO: Edgar Wright
GÊNERO: Ação
DURAÇÃO: 1h 52m
DISTRIBUIDORA: Sony Pictures

O jovem Baby tem uma mania curiosa: ele precisa ouvir músicas o tempo todo para silenciar o zumbido que perturba seus ouvidos desde um acidente na infância. Mesmo assim, o rapaz revela-se uma motorista excelente, e começa a trabalhar para uma gangue de criminosos. Quando um assalto a banco não sai como planejado, ele cai na estrada em fuga.

Em “Baby Driver” (título original de “Em Ritmo de Fuga”), conhecemos Baby (Ansel Elgort) – um jovem e talentoso motorista de Atlanta que sofreu um grave acidente de carro ainda quando criança que tirou a vida de seus pais e também o deixou com um tinido no ouvido, motivo pelo qual o jovem usa a música para bloquear o barulho. Com seu visual composto por um par de óculos de sol, seu iPod e fones de ouvido, o personagem de Ansel garante cenas incríveis e impecavelmente sincronizadas com música, manobras radicais de carros e muita ação.

Baby trabalha como motorista de escape de uma série de assaltados à luz do dia devido a uma dívida que obteve após roubar um dos carros de Doc (Kevin Spacey), um grande chefe do crime. Em um dos assaltos, acompanhado de Buddy (Jon Hamm), um ex-corretor de Wall Street e sua cúmplice Darling (Eiza Gonzalez) e o impulsivo e impiedoso Bats (Jamie Foxx), o senso de certo e errado do protagonista fala mais alto e as coisas não acontecem como planejado, levando cada um deles a lidar com as consequências da vida no crime.

Imagem: Reprodução

Em Ritmo de Fuga” chega para reforçar que a junção de filme e música sempre pode resultar em grandes resultados – lembram o que vimos no ano passado com o sucesso de “La La Land”, que teve 14 indicações ao Oscar, levando seis das estatuetas para casa? O longa conta com quase 30 canções em sua trilha sonora, todas meticulosamente encaixadas na história em sequências muito bem coreografadas e, outras vezes, em cenas que completam e adicionam humor e romance ao thriller. Estão presentes grandes nomes como Jon Spencer Blues Explosion, Googie Rene, The Beach Boys, Barry White, Queen e Sky Ferreira – que além de colaborar com a canção “Easy”, faz uma linda participação nos flashbacks como a encantadora e talentosa mãe de Baby.

Por ter perdido os pais enquanto criança, Baby mora seu pai adotivo Joseph, interpretado com maestria por JC Jones – que assim como seu personagem, também é surdo. Juntos, eles são os responsáveis pelo alívio cômico do filme.

Entre um trabalho e outro, Baby conhece Debora, a jovem garçonete aspirante à cantora interpretada por Lily James. Debbie e Baby dividem uma forte paixão pela música, o que faz com que ambos se apaixonem rapidamente um pelo outro. Paixão essa que faz com que Baby abra seus olhos diante ao trabalho que tem prestado para Doc e percebendo as consequências que a vida do crime pode leva-lo.

Imagem: Reprodução

A direção e o roteiro (original, tá?) é de Edgar Wright, conhecido por dirigir “Todo Mundo Quase Morto” e “Scott Pilgrim Contra o Mundo“. Edgar faz um ótimo trabalho no roteiro do filme provando que da pra fazer um filme com cenas de ação de tirar o fôlego sem perder a essência do humor. Bill Pop, diretor de fotografia, é responsável por um ótimo e lindo trabalho abusando das cores primarias durante todo o longa.

Em resumo, o filme consegue prender a atenção do começo ao fim – seja por suas cenas de ação e perseguições de carro com manobras que dão uma surra na já tediosa franquia de “Velozes & Furiosos”, ou com sua trilha sonora matadora. Estamos falando de um filme que, com certeza, promete muita coisa boa no seu desempenho.

Em Ritmo de Fuga” chega aos cinemas de todo o Brasil no dia 27 de julho de 2017.

Iury Parise

Um garoto do interior morando em São Paulo. Apenas mais uma pessoa tentando se destacar no mundo! :) Me acompanha?

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